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Crítica de séries: Wynonna Earp


A série canadense independente Wynonna Earp é uma adaptação de Emily Andras (Lost Girl, Killjoys), da HQ de Beau Smith. Ela estreou no Canadá, pelo canal CHCH, no dia 28 de março. Nos EUA, ela será exibida pelo SyFy a partir do dia 1º de abril.

Trata-se de um faroeste sobrenatural que acompanha as aventuras de Wynonna (Melanie Scrofano, de Being Erica, The Listener, Damien), descendente de Wyatt Earp. Rápida no gatilho, ela faz parte da Black Badge Division, órgão governamental formado por agentes federais especializados em caçar vilões sobrenaturais, como vampiros, lobisomens, imortais, zumbis e outros monstros.

Utilizando suas habilidades místicas, ela tenta acabar com a maldição que sua família carrega enfrentando os velhos inimigos de Wyatt que voltaram do inferno.

No elenco também estão Tim Rozon (Being Human US, Lost Girl, Schitt’s Creek), como o lendário vigarista Doc Holliday; Shamier Anderson (visto em Defiance), como o misterioso Agent Dolls, aliado de Wynonna; e Dominique Provost-Chalkley, como Waverly, irmã de Wynonna.

A primeira temporada, de treze episódios produzidos pela Alberta Films Entertainment, Seven 24 Films e Circle of Confusion. A distribuição é da IDW.

Wynonna é a tetraneta de Wyatt Earp, uma especialista em armamentos e portadora de poderes especiais, vive para levar a justiça ao mundo paranormal com a ajuda de seus amigos.

Como esperado, a série nos traz uma personagem feminina forte, badass, rápida no gatilho e que não foge de uma boa briga.

A série se passa nos dias atuais, em uma pequena cidade do interior do oeste chamada Purgatório, lar do icônico Wyatt Earp. Wynonna se vê obrigada a voltar para sua cidade natal, após o falecimento misterioso de seu tio. Ela possui o legado da família, que muitas vezes é considerado uma maldição: ela caça criaturas sobrenaturais e faz justiça com as próprias mãos.

Para quem não acompanha as Hq's ou não conhecia a história, a dinâmica da série pode ser um pouco confusa no início, mas no decorrer do episódio vamos encaixando os elementos, e a trama vai ficando mais simples e interessante.

A produção fez bom uso da paisagem, mesclando componentes sombrios com faroeste, e essa mistura se adaptou muito bem à história. Os efeitos especiais são razoáveis, porém aceitáveis para uma produção independente televisiva.

Melaine Scrofano nos apresenta uma personagem carismática e cativante. A atriz é talentosa e o público rapidamente se identifica com ela.

Como é a adaptação de uma HQ, a série tem personagens excêntricos, caricatos e performáticos, dando destaque para Waverly, irmã de Wynonna, que logo no início já mostrou atitude, para o vilão do episódio, um demônio que usa um tapa-olho e não hesitou em arrancar a língua de um jovem rapaz que não seguiu suas regras, e para Doc, um Cowboy vigarista sedutor.

A trilha sonora country é notável e o figurino condiz com a pegada faroeste da história, com direito à botas e chapéus, muito jeans e jaquetas de couro com franjas. Mas tudo isso dosado na medida certa, sem os famigerados exageros.

Wynonna Earp é o tipo de série que logo de cara você já percebe imediatamente se é ou não para você. Eu gostei, achei a trama promissora e surpreendemente divertida. Está longe de ser a melhor série do estilo, mas cumpriu muito bem seu papel de entreter. Recomendo para quem curte o gênero!
Giselle Trindade

Giselle Trindade

Escritora, blogueira e formada em psicologia. Apaixonada por séries, filmes e livros. 

3 comentários:

pimenta afiada disse...

Gisele, AMEI SUA REVIEW SOBRE WYNONNA . NAO É DAS MELHORES, MAS ME APAIXONEI.

Anônimo disse...

Eu me encantei. Nossa, é uma série com mulheres lindas!

Leh Silva disse...

amei o post sobre a serie wynonna earp, gisele valeu

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