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Crítica de Filmes: Floresta Maldita (The Forest 2016)


O thriller sobrenatural se passa na lendária floresta Aokigahara, situada na base do Monte Fuji, no Japão. Neste cenário literalmente incrível, Sara (Natalie Dormer) uma jovem americana vai em busca de sua irmã gêmea, que desapareceu misteriosamente.

Apesar das advertências de todos para manter-se na trilha, Sara entra na floresta determinada a descobrir a verdade sobre o destino de sua irmã, mas acaba sendo confrontada pelas almas atormentadas e irritadas dos mortos que estão à caça de qualquer um que se aventure a vagar pela floresta.

Devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, Aokigahara é conhecida por ser estranhamente silenciosa. Contam-se muitas lendas acerca da floresta. Algumas delas a relacionam com demônios e espíritos malignos característicos da mitologia japonesa e é conhecida por ser um local comum de suicídios.


No ano de 2010, 54 pessoas completaram o ato na floresta, apesar de numerosas mensagens, em japonês e inglês, para que as pessoas reconsiderassem suas ações. Em média, são encontrados cem corpos por ano, alguns em avançado estado de putrefação ou até mesmo somente seus esqueletos. Muitas pessoas dizem que existem espíritos malignos por lá.

Não é de se negar que o filme possui uma premissa interessantíssima e um potencial enorme, simplesmente pelo fato de se passar em um lugar sombrio, misterioso, tomado por lendas e que realmente existe na realidade. Isso por si só já desperta a nossa curiosidade em assistir e ajuda a elavancar o marketing, é claro, tornando esse um dos filmes mais comentados nesse início de 2016.


O filme tem um elenco pelo qual gosto muito e que acompanho já tem um certo tempo: Natalie Dormer e Eoin Macken interpretam um casal que é separado devido ao fato de Sara ter que viajar ao Japão após sua irmã gêmea, Jess ser decretada como oficialmente desaparecida. Ela foi vista pela última vez na Floresta do Suícidio, e de lá não saiu mais. Devido a isso, ela é dada como morta pelas autoridades locais. Mas Sara tem um forte pressentimento através da conexão que possui com a irmã, ela não acredita que a irmã tenha cometido suícidio e parte para o Japão em busca de respostas. No elenco temos também o ator Taylor Kinney.

A atuação de Natalie Dormer é sólida e convincente, interpretando muito bem duas personagens em cena.

The Forest não foge dos clichês de filmes de terror, mas nos apresenta um cenário obscuro, tem uma boa carga de suspense, com direito a vários jumps scare antes mesmo que Sara chegue à floresta. Sara é assombrada por premonições, visões, fantasmas, como se quisessem prepará-la para o que está por vir, como se quisessem avisá-la para não seguir em frente e ir para a floresta.

Mas ela vai, e ao entrar, ninguém mais pode sair...
Giselle Trindade

Giselle Trindade

Escritora, blogueira e formada em psicologia. Apaixonada por séries, filmes e livros. 

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